Testemunhas da verdade

evidencia"Jesus, na verdade, operou na presença de seus discípulos ainda muitos outros sinais que não estão escritos neste livro; estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome" (João 20:30, 31).

O Novo Testamento foi escrito por testemunhas oculares ou pelo testemunho delas (1 João 1; 2 Pedro 1:16). 
Jesus realizou milagres para provar Sua divindade, muitos milagres que nem foram escritos, os que conhecemos foram escritos sob olhos de testemunhas.

Lucas é um dos mais eficientes historiadores do mundo antigo. Em Lucas 1:1-3 ele utiliza os termos 'testemunhas oculares', 'investiguei', 'a verdade exata'. 
Lucas registrou as informações de testemunhas oculares.

Em Atos 2:14-41, o registro e as informações foram apresentados diante de testemunhas hostis. 
Eles sabiam que o que os líderes do Novo Testamento diziam a verdade sobre os fatos. 
Ai deles se tivessem apresentado uma lenda. 
Estavam diante de uma audiência hostil, e por que Pedro sobreviveu? 
Porque testemunhava a respeito da verdade ao ponto de que milhares se converteram. 

O cristão deve ser alguém comprometido com a verdade, aliás a perseguição nunca ofereceu um risco real ao Cristianismo, o desvio da verdade que é a maior armadilha que pode nos minar a fé.

 

Pr. Leandro Tarrataca

 

 

Vivendo e Trabalhando Com Coerência

coerenciaEis uma pergunta que todos precisamos nos fazer: "Vivo com coerência?"  Muitos — especialmente homens — têm a tendência de compartimentar suas vidas em diferentes padrões de comportamento para cada faceta da vida, pessoal ou profissional. 

Por exemplo, no trabalho podemos ser bastante coerentes, seguindo práticas e comportamentos conforme um modelo profissional aceitável. Nossos relacionamentos seguem um código de ética em particular. Entretanto, quando lidamos com assuntos familiares, tratamos situações relacionais de forma totalmente diferente. Nos relacionamentos sociais exibimos formas de comportamento em conformidade com as normas do grupo. Se frequentarmos uma comunidade nosso envolvimento pode assumir outra feição. Assim, outra pergunta que deveríamos fazer é: "Quem somos realmente?" 

Será que como seguidores de Cristo vivemos de forma coerente ou nossas ações estão condicionadas ao botão "liga-desliga"? Doug Spada e Dave Scott, autores do livro, "Monday Morning Atheist" (O Ateu de Segunda-feira de Manhã), argumentam que podemos facilmente cair na armadilha de nos tornarmos pessoas diferentes quando deixamos o lugar sagrado, e sugerem que imaginemos Deus trabalhando em todas as áreas de nossos empreendimentos profissionais. 

É uma boa sugestão mas que apenas arranha a superfície de uma questão mais profunda. Precisamos dar acesso a Deus em todas as facetas de nossa vida, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, procurando ser a mesma pessoa no trabalho, em casa, nas atividades comunitárias, no shopping ou onde estivermos.

Jesus disse, "Seja o seu 'sim', 'sim', e o seu 'não', 'não'; o que passar disso vem do maligno" (Mateus 5.37), recomendando aos Seus seguidores que fossem coerentes, não dizendo uma coisa e depois fazendo outra.

Mas você pode estar pensando: "É difícil ser coerente!" É verdade. Mas o Espírito Santo está presente em nós e o que precisamos fazer é permitir que Ele assuma o controle de nossa vida, ao invés de tentarmos fazer tudo pela nossa própria força. 

Oswald Chambers aborda esse assunto frequentemente em seu livro, "Meu Melhor Para Ele", que se tornou o suporte de minha vida diária nos últimos 25 anos. Todas as manhãs ele me faz lembrar onde está minha verdadeira fonte de poder. Paulo expandiu esta ideia declarando: "Com a força que Cristo me dá, posso enfrentar qualquer situação" (Filipenses 4.13). São estas verdades que me ajudam a me manter mais coerente em todas as áreas da minha vida, ao invés de ficar me vestindo e despindo da minha "religião".

Como líderes em nossa família, nos nossos empreendimentos profissionais e na sociedade, Deus deseja que façamos o que é correto e sejamos "sal e luz" para aqueles que Ele coloca em nosso caminho. 

 

Jim Langley (CBMC)
Tradução de Mércia Padovani. Revisão e adaptação de J. Sergio Fortes 

 

 

O homem que rejeitou o perdão

forcaImagine ser condenado por um crime, premeditado ou não, do qual você se arrependeu profundamente, e receber uma oferta de perdão que o absolve de qualquer penalidade. Você aceitaria? Deixe-me contar-lhe sobre um homem que não aceitou. Em 1829, dois homens, George Wilson e James Porter, assaltaram o serviço de entrega dos correios dos Estados Unidos.  Ambos foram capturados e julgados por uma Corte de Justiça. Em maio de 1830, os dois homens foram considerados culpados de seis acusações e de "colocar em risco a vida do motorista", e receberam suas sentenças: morte por enforcamento, a ser executada em 2 de julho. 

Porter foi executado como previsto, mas Wilson não. Amigos influentes apelaram em seu favor e pediram clemência ao Presidente dos Estados Unidos, Andrew Jackson. O Presidente formalizou o perdão, retirando todas as acusações. Wilson teria apenas que cumprir uma pena de 20 anos por outros crimes. Inacreditavelmente George Wilson recusou o perdão!

Um relato oficial afirma que Wilson escolheu "abrir mão e declinar de qualquer vantagem ou proteção que pudesse advir do perdão". Wilson também afirmou que "não tinha nada a declarar, e não desejava de maneira alguma tirar proveito com a finalidade de evitar a sentença". A Suprema Corte determinou: "A Corte não pode dar ao prisioneiro o benefício do perdão, a menos que ele reivindique esse benefício. É uma concessão feita a ele; é sua propriedade; e ele pode aceitá-lo ou não, conforme queira." O membro da Corte, John Marshall escreveu: "O perdão é um ato de graça, que procede do poder a que foi confiada a execução das leis; mas a entrega não se completa sem a aceitação. Ele pode, portanto, ser rejeitado pela pessoa a quem é oferecido, e não temos poder na Corte para impô-lo a ela."

George Wilson cometeu um crime, foi julgado e considerado culpado. Foi condenado à execução, mas um decreto presidencial lhe garantiu perdão total. Ao escolher rejeitar o perdão, escolheu morrer. Lendo essa história extraordinária  podemos imaginar: "Como alguém pode rejeitar o perdão de uma sentença de morte? Esse homem foi um tolo." Mas e se você também estiver rejeitando o perdão, aquele que capacita você a passar a eternidade na presença de Deus em lugar de estar eternamente separado Dele no lugar que a Bíblia chama de inferno? 

A Bíblia ensina que todos somos pecadores, pessoas que têm quebrado as leis de Deus. Romanos 3.23, declara: "Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus." E também: "Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós" (1João 1.8). 

E quanto à penalidade pelo pecado, quais são suas consequências? Está escrito: "Pois o salário do pecado é a morte" (Romanos 6.23). O Antigo Testamento confirma: "A alma que pecar, essa morrerá" (Ezequiel 18.4). Esta não é uma boa notícia para nós, mas Deus providenciou perdão e o tornou disponível a todos nós. 

Em 2Pedro 3.9 lemos: "O Senhor não demora em cumprir a Sua promessa... Ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento." E em 1João 1.9 Ele explica que é preciso que aceitemos esse perdão: "Se confessarmos nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." 

Se você ainda não fez isso, a pergunta é: você vai receber ou rejeitar o perdão? Cada um de nós deve fazer esta escolha. "Quem Nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus"  (João 3.18).

 

Ken Korkow (CBMC)
Tradução de Mércia Padovani. Revisão e adaptação de J. Sergio Fortes 

 

Cuidado ao liderar e ser liderado

ovelha saltandoRecentemente li o relato sobre uma ovelha que em Istambul, na Turquia, saltou de um rochedo. O que torna a história especialmente trágica é que cerca de outras 1.500 ovelhas seguiram a primeira, e um terço morreu. A maior parte das outras sofreu ferimentos e todas devem ter imaginado no seu jeito tímido de ser ovelha: "Onde foi que eu estava com a cabeça?" 

Se isso lhe parece uma aberração, algo raro no mundo das ovelhas, saiba que não. Ken Johnson, um amigo querido, em seu livro, Pursuing Life With a Shepherd’s Heart (Vivendo com um coração de pastor), relata exemplos do comportamento tolo das ovelhas.

Certa manhã bem cedo, Ken se preparava para soltar as ovelhas do celeiro. Quando a primeira chegou à porta, Ken segurou o cabo de uma enxada em frente dela para ver o que ela faria. Ela pulou o cabo e continuou andando em direção ao pasto. Ken então tirou o cabo da enxada do caminho. Porém, cada uma das demais, para deixar o celeiro, parava no mesmo lugar onde estivera o cabo da enxada e saltava exatamente como fizera a primeira. Ovelhas seguem o exemplo do líder, quer faça sentido quer não. 

O que isso tem a ver com o ambiente de trabalho? Muito. Geralmente seguimos o líder, haja ou não uma boa razão para isso. Adotamos a velha filosofia de negócios, que "todo mundo está fazendo o mesmo".  Usamos avançados recursos tecnológicos, só porque alguém mais os possuem. Ao entrar em uma loja, vamos para a fila, só porque todo mundo está nela. 

Nosso comportamento lembra o das criaturas lanosas que chamamos de ovelhas. A Bíblia afirma: "Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho" (Isaías 53.6). As Escrituras apresentam várias comparações entre ovelhas e pessoas, demonstrando que aquelas dependem desesperadamente de um pastor. É um alerta para sermos cuidadosos com quem seguimos, para não nos desviarmos do caminho, e se ocupamos cargo de liderança, levarmos com seriedade e sobriedade a responsabilidade de "pastorear" de maneira apropriada aqueles que são confiados à nossa direção e cuidado. Eis alguns princípios que a Bíblia nos fornece: 

Precisamos de um "pastor". Tendemos a crer que podemos ser independentes, operando sem assistência ou orientação de alguém. Porém, como a ovelha, podemos nos extraviar levados por ideias, motivos e objetivos errados. "Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor" (Mateus 9.36). 

Cuidado com os "pastores" que você segue. Alguns líderes podem ser convincentes, assegurando-nos que defendem nossos interesses. Precisamos ser cautelosos para termos certeza que queremos ir para onde eles estão nos levando. "Meu povo tem sido ovelhas perdidas; seus pastores as desencaminharam e as fizeram perambular pelos montes...e se esqueceram do seu próprio curral" (Jeremias 50.6).

"Pastor" certo é aquele em quem podemos confiar. O "pastor" que vale a pena seguir é aquele que está ao nosso lado, se juntando a nós e nos liderando em momentos de desafios e adversidades. Ele não nos abandona quando as coisas ficam difíceis. Jesus é o exemplo definitivo: "Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. O assalariado não é o pastor a quem as ovelhas pertencem. Assim, quando vê que o lobo vem, abandona as ovelhas e foge... Conheço as Minhas ovelhas, e elas Me conhecem, assim como o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai; e dou a Minha vida pelas ovelhas" (João 10.11-14).    

 

Robert Tamasy (CBMC)
Tradução de Mércia Padovani. Revisão e adaptação de J. Sergio Fortes 

 

Os inimigos

sombra"Sejam sóbrios e vigiem. O diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar" (1 Pedro 5:8). "Pois a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais" (Efésios 6:12). "Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos" (Gálatas 5:24). "Quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo" (Gálatas 6:14).

Estamos enfrentando uma guerra em três frentes. Essas frentes têm sido chamadas de o mundo, a carne e o diabo. Interessa a qualquer comandante militar saber tudo quanto possível sobre o inimigo, inclusive sobre o comandante oposto. O povo de Deus precisa saber com quem está lutando, estamos num campo de batalha - é preciso se precaver. Precisamos conhecer o inimigo e como vencê-lo.

De acordo com as Escrituras, Satanás era originalmente Lúcifer (literalmente, "o que leva a luz"), o mais glorioso dos anjos. Mas ele, orgulhosamente, aspirou a ser "como o Altíssimo" e assim se rebelou (Isaías 14:12-15; Ezequiel 28:12-19). Em Apocalipse 12:4, lemos que um terço do reino angélico seguiu a Lúcifer nesta revolta. Satanás, ainda que tenha sido deposto da alta posição, ainda mantém um lugar de reconhecido poder (Judas 9). Se ousarmos sair de trás da cruz de Cristo e tentarmos combater a Satanás com nossas próprias forças, já perdemos. Somos vencedores quando andamos no Espírito. Estamos em Cristo à destra do Pai no céu, e portanto acima de Satanás e todos os demônios. Ele já foi derrotado fragorosamente (Colossenses 2:10,15; João 16:11; Hebreus 2:14). Deus, por seus próprios desígnios (que não foi revelado), permite que o inimigo continue agindo na base do engano como se nada tivesse acontecido. Parece que há uma hierarquia satânica (ver Efésios 1:21; 6:12) composta de generais, capitães, tenentes, sargentos etc. As Escrituras dão claro testemunho da existência real dos demônios e de sua operação (ver Mateus 12:26,27). São seres de baixa ordem moral e sujeitos a Satanás. O exército satânico dedica-se a cegar as mentes humanas à dádiva do perdão e amor que Deus ofereceu mediante Jesus Cristo, e a destruir ou neutralizar aqueles que já creem nEle.

A carne é a grande inimiga da vida virtuosa; é egocêntrica e deseja agir a seu próprio modo (Romanos 7:14-24; 8:5-9). Ela é tão inteiramente maligna que tem de morrer. Esta terrível força está dentro de nós, e mesmo depois que consideramos morta, por um ato de fé, tenta novamente reviver e controlar. Viver na carne é o inverso de ser um cristão. O cristão crucificou a carne com suas paixões e desejos. O mundo está claramente definido nas escrituras como inimigo ativo dos cristãos. A palavra mais usada no grego para descrever nosso inimigo, o mundo, é a palavra 'kosmos'. É usada principalmente para descrever a ordem ou sistema que governa a terra. É um sistema que se opõe ao Senhor.

Não permita que o mundo, a carne ou o diabo assombrem você. Somos os vencedores nessas três áreas quando andamos no Espírito.

 

Pr. Ivaldo Pereira da Cruz

 

["Em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Romanos 8:37-39).]