Não sei por quanto tempo Barrabás estava preso, mas imagino o que insistia em perturbar seu sono: sua sentença de morte. E, com essa certeza tentava dormir e passar os últimos dias de vida na companhia de seus iguais. Preso por homicídio e sedição, apenas aguardava a hora de pagar com a vida por todos os crimes que havia cometido. O que ele podia esperar além do julgamento e a morte? Misericórdia não era uma opção para um criminoso com sua ficha criminal.

Jesus também aguardava o julgamento, contudo, não havia nada que justificasse a sua morte, nem um crime, nem um pecado. O que incomodava era sua santidade absoluta. E assim, foram dispostos diante da multidão: Barrabás, o criminoso, e Jesus, o Cristo.

Quem escolher para continuar vivendo? Bem, o povo preferiu Barrabás. Decidiu que conviver com o pecado era mais fácil que com a santidade. Afinal, comparado a Barrabás ser bom e santo era fácil. Conviver com o padrão moral que ele representava não requeria compromisso. Eles escolheram deixar viver Barrabás e o pecado que representava e condenaram Cristo e sua maneira santa de conduzir a vida, pois a sua verdade incomodava demais.

Hoje o que não faltam são maus exemplos, os valores distorcidos, a prostituição da maneira de pensar. Todos os dias nos vemos diante da maneira fácil de ser “santo” contrapondo aos ensinamentos de Cristo. Como Barrabás, o pecado também aguarda sua sentença de morte, mas, muitas vezes, insistimos em mantê-lo vivo, enquanto Cristo continua sendo crucificado, a cada decisão pelo pecado.

O veredicto do povo foi dado e Jesus foi morto, contudo ressuscitou no terceiro dia. Barrabás um dia, também morreu e eu não sei se ressuscitará para a vida eterna. Quem você escolhe?

“Eis que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição” (Deuteronômio 11.26).

 

Nilma Gracia Araujo
Igreja Batista da Lagoinha