Não pratique o mal

ajuda ao proximoMuitos consideram que o médico grego Hipócrates foi o pai da medicina ocidental. Ele entendeu a importância dos seguintes princípios morais na prática da medicina e tem o crédito de ter escrito o juramento de Hipócrates, que ainda serve como guia ético para os médicos de hoje. Um conceito chave do juramento é "nunca causar dano". Isso sugere que um médico fará apenas o que ele acredita que beneficiará os seus pacientes.

O princípio de não causar dano estende-se aos nossos relacionamentos na vida diária. Na verdade, a benevolência é algo central no ensino do Novo Testamento sobre amar aos outros. Ao refletir sobre a lei de Deus, Paulo vê que o amor é o intento por trás de muitas ordenanças bíblicas: "O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor" (Romanos 13:10).

A cada dia que seguimos Jesus Cristo nosso Salvador, somos confrontados com escolhas que afetarão a vida de outros. Quando escolhemos uma atitude a tomar, deveríamos nos perguntar: "Isto reflete a preocupação de Cristo com outros, ou só estou preocupado comigo mesmo?" Tal sensibilidade demonstra o amor de Cristo que procura curar os feridos e ajudar aqueles que necessitam.

Preocupar-nos com fardos de outros nos ajuda a esquecermos os nossos.

 

Ministérios RBC

O primeiro mandamento com promessa

Honrar pai e mae"Honra teu pai e tua mãe", este é o primeiro mandamento com promessa: "para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra". (Efésios 6:2-3)

A afirmação do apóstolo Paulo em Efésios 6:2-3 é uma constatação objetiva de que este foi o primeiro mandamento com promessa (Êxodo 20:12; Deuteronômio 5:16). Com isso, Paulo não está dizendo que os mandamentos da aliança do Sinai, que eram para Israel, deveriam ser obedecidos também pela Igreja formada pelos crentes dentre as nações (gentios). Se o fizesse, estaria contradizendo outras declarações suas feitas em outras passagens do Novo Testamento. Por exemplo, em Romanos 6:14 ele afirmou: "Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça".

Porém, mesmo que não estejamos sob a Lei, temos compromisso com as declarações das Sagradas Escrituras e não somos ímpios sem lei.

As ordenanças do Novo Testamento são tão claras e evidentes (e tão abrangentes) que vão além dos Dez Mandamentos. Por isso, o apóstolo Paulo diz no versículo seguinte: "E daí? havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, e sim da graça? De modo nenhum!" (Romanos 6:15).

Na Antiga Aliança os israelitas estavam debaixo da Lei mosaica e tinham de honrar pai e mãe, e essa obediência condicionava uma longa vida na terra. Olhando da perspectiva do Novo Testamento, nós, diferentemente de Israel, não temos promessas de bênçãos terrenas, mas promessas de bênçãos celestiais. Por essa razão, Paulo não diz que temos a promessa de vida longa, mas simplesmente mostra que era assim na Antiga Aliança. Porém, nós, cristãos, também somos exortados a amar pai e mãe. Paulo apenas salienta a importância desse fato quando mostra que sob a Lei esse mandamento vinha acompanhado de uma promessa especial.

 

Norbert Lieth

 

O ponto de vista cristão sobre o mundo

PontoDeVista

O ponto de vista cristão sobre o mundo, então, é uma concepção abrangente do mundo a partir de uma perspectiva cristã. O ponto de vista de uma pessoa sobre o mundo é sua “visão geral”, uma harmonia de todas as suas crenças sobre o mundo. É sua maneira de compreender a realidade. O ponto de vista é a base de decisões diárias e é, por isto, extremamente importante. [...]

Cada ponto de vista do mundo, cristão ou não-cristão, lida com pelo menos estas três questões:

  1. De onde viemos? (E por que estamos aqui?)
  2. O que há de errado com o mundo?
  3. Como podemos consertá-lo?

Um ponto de vista comum sobre o mundo hoje em dia é o Naturalismo, que responde a estas três perguntas desta forma:

  1. Somos o produto de atos do acaso da natureza, sem um propósito real.
  2. Não respeitamos a natureza como deveríamos.
  3. Podemos salvar o mundo através da ecologia e preservação. Um ponto de vista naturalista gera muitas filosofias relacionadas tais como relativismo moral, existencialismo, pragmatismo e utopianismo.

O ponto de vista cristão do mundo, por outro lado, responde a estas três questões biblicamente:

  1. Somos criação de Deus, feitos para governar o mundo e ter comunhão com Ele (Gênesis 1:27-28; 2:15).
  2. Nós pecamos contra Deus e sujeitamos todo o mundo a uma maldição (Gênesis 3).
  3. O próprio Deus já redimiu o mundo através do sacrifício de Seu Filho, Jesus Cristo (Gênesis 3:15; Lucas 19:10), e um dia irá restaurar a criação a seu estado anterior de perfeição (Isaías 65:17-25). O ponto de vista cristão do mundo nos leva a crer em uma moral única e absoluta, em milagres, na dignidade humana e na possibilidade de redenção.

É importante lembrar que o ponto de vista do mundo é abrangente. Afeta cada área da vida, desde o dinheiro à moralidade, da política à arte. O verdadeiro cristianismo é mais do que um conjunto de ideias para se usar na igreja. O cristianismo, como ensinado na Bíblia, já é em si mesmo um ponto de vista do mundo. A Bíblia nunca faz distinção entre uma vida “religiosa” e “secular”; a vida cristã é a única vida que há. Jesus proclamou a Si mesmo “o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6) e o fazendo, tornou-se nosso ponto de vista do mundo.

 

Got Questions

Deus fiel

fiel“Contudo atentou para sua aflição, ouvindo o seu clamor” (Salmo 106:44).

O povo hebreu era um povo rebelde. Aquela nação constantemente desobedecia a Deus. 
No Salmo 106 Deus lhes diz que eles deveriam lançar fora os outros povos rebeldes e eles não fizeram. Deus fala que eles não deveriam adorar os falsos ídolos, eles os adoraram. Eles fizeram ainda pior. O texto nos diz que eles chegaram a ponto de sacrificar seus próprios filhos. Veja o que dizem os versículos 37 e 38: “... pois imolaram seus filhos e suas filhas aos demônios e derramaram sangue inocente...”.

O que aquela nação merecia? Merecia ser dizimada, destruída por Deus. 
De fato, Deus se irou contra esse povo muitas vezes. Porém, quando eles se arrependiam, quando eles clamavam a Deus, Deus os livrava da opressão de seus inimigos. 

Deus tem um amor fiel para com o Seu povo. Deus pode trazer disciplina sobre o Seu povo, mas, sempre que o Seu povo se arrepende e clama, Deus tem Seu braço estendido. O amor fiel de Deus é motivo para expressarmos nossa gratidão, porque Deus não nos abandona, ainda que os nossos pecados sejam escuros, tenebrosos; quando clamamos a Ele, ali está Deus, disposto a nos perdoar, a nos dar mais uma chance para continuarmos caminhando.

O amor de Deus é um amor fiel, e este amor é a grande motivação para um coração grato!

 

Pr. Leandro Tarrataca

Um conflito de vontades

queda de bracoGuerras são conflitos de vontades. Guerras começam quando homens tentam impor a sua vontade nos outros. Guerras somente terminam no mundo quando um lado no conflito é forçado a submeter-se à vontade do outro. Guerra é comum entre os homens porque em união com Adão todos comemos da árvore do conhecimento do bem e do mal. É esta árvore que inspira e mantém os nossos conflitos de vontades e gera toda guerra.

Jesus nos ensinou a orar pedindo que a vontade de Deus fosse feita aqui no mundo como é feita nos céus.

“Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.” (Mateus 6:9-10)

Jesus sabia que Ele poderia parar os nossos conflitos de vontades. Ele veio trazer a paz fazendo a vontade do seu Pai.

Nos céus não há conflitos de vontades. Não existe guerra nos céus porque a família de Deus nos céus rejeita a árvore do bem e do mal. A família de Deus nos céus se alimenta continuamente da vontade de Deus que é a árvore da vida.

“Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?”, perguntou ele. E, estendendo a mão para os discípulos, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos! Pois quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. (Mateus 12:48-50)

Jesus é a paz. Jesus é o último Adão que nunca comeu da árvore do bem e do mal. Jesus é o Reino de Deus que chegou. Jesus é a vontade de Deus. Jesus é árvore da vida. Jesus convida cada discípulo a abandonar o conflito de vontades deste mundo e viver a paz entre os homens da Terra. Jesus é o fim do conflito de vontades e em união de espírito com Ele podemos ser também.

 

Pr. Carlos McCord