Deus perdoa condicionalmente?

oracao"Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores." (Mateus 6:12)

Deus é um Deus perfeito, sem defeito e sem dolo. Nós seres humanos, ao contrário, somos imperfeitos e temos diversas fraquezas. Por essa razão, nunca poderemos perdoar tão integralmente como Deus o faz em relação a nós. Jesus Cristo estava bem consciente disso quando nos ensinou a orar. A realidade de nossa imperfeição, porém, não deve nos levar a agir levianamente com a questão do perdão ao próximo! Por diversas vezes a Sagrada Escritura nos exorta a perdoar aqueles que se tornaram culpados em relação a nós (veja Mateus 6:14; 18:21-22; Colossenses 3:13; Efésios 4:32).

Quem passou pela experiência de ser lavado de todos os pecados pelo sangue de Cristo (Efésios 1:7) nem pode agir de outra forma a não ser perdoando a seu próximo. Em outras palavras: um pecador redimido toma uma decisão consciente de perdoar a quem o feriu ou magoou.

Pode acontecer que, em certas ocasiões, ele volte a se lembrar do mal que lhe foi feito, mas não dá lugar a esses pensamentos e reforça a sua opção: "Perdoei porque o Senhor também perdoou os meus pecados!" Assim, em fraqueza e humildade, também poderemos orar: "...como nós temos perdoado aos nossos devedores".

 

Elsbeth Vetsch

Fora ficam os cães

pastor alemao"Fora ficam os cães, os que praticam feitiçaria, os que cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira." (Apocalipse 22:15)

A expressão "cães" provavelmente se aplica a enganadores religiosos, a líderes que não pastoreiam o povo de Deus mas o exploram de maneira egoísta e vil. Chegamos a essa conclusão quando lemos, por exemplo, Isaías 56:10-12: "Os seus atalaias [sentinela ou vigia] são cegos, nada sabem; todos são cães mudos, não podem ladrar; sonhadores preguiçosos, gostam de dormir. Tais cães são gulosos, nunca se fartam; são pastores que nada compreendem; e todos se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, todos sem exceção".

Paulo alerta os filipenses: "Acautelai-vos dos cães; acautelai-vos dos maus obreiros; acautelai-vos da falsa circuncisão." (Filipenses 3:2)

Em outras palavras: não permitam ser enganados! Como temos necessidade de exortação nestes tempos em que o engano e a sedução espiritual aumentam no mundo inteiro!

 

Elsbeth Vetsch

 

 

Riqueza é pecado?

rico dinheiroNão, riqueza não é pecado. Entretanto, infelizmente, muitos que são abastados prendem seu coração nos bens – e isso é pecado. Esse foi, evidentemente, o caso do jovem rico. Nosso Senhor Jesus viu esse pecado oculto e o trouxe à luz.

A Bíblia adverte em Provérbios 11:28 (NVI): "Quem confia em suas riquezas certamente cairá, mas os justos florescerão como a folhagem verdejante". Paulo escreve em 1 Timóteo 6:17 (NVI): "Ordene aos que são ricos no presente mundo que não sejam arrogantes, nem ponham sua esperança na incerteza da riqueza, mas em Deus, que de tudo nos provê ricamente, para a nossa satisfação". A Edição Revista e Corrigida diz: "...mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos."

Portanto, o ser humano pode desfrutar daquilo que Deus lhe confiou. No momento, porém, em que começar a prender seu coração no que possui, ele peca. Além disso, um dia o Senhor certamente exigirá a prestação de contas dos abastados, perguntando-lhes o que fizeram com os bens que Ele lhes confiou. O Senhor exorta Seus filhos: "Não se esqueçam de fazer o bem e de repartir com os outros o que vocês têm, pois de tais sacrifícios Deus se agrada" (Hebreus 13:16 NVI).

Por outro lado, aqueles que examinam os ricos com olhos de águia, para verificar se estão aplicando corretamente suas riquezas, não deveriam esquecer que a inveja não é um bom padrão de comportamento.

 

Marcel Malgo

 

Deixando para depois

agenda"Assim, como diz o Espírito Santo: Hoje, se vocês ouvirem a sua voz..." (Hebreus 3.7)

"Mais tarde faço isso. Depois vou a tal lugar. Amanhã brinco com meu filho(a) ou saio para almoçar com minha família". Enfim, deixamos tantas coisas para depois, para mais tarde. Essa atitude, infelizmente, também afeta nossa vida espiritual e então deixamos a oração para outro dia e a leitura da Bíblia para quando sobrar tempo.

Mas temos agido de forma correta? Quantas coisas deixamos para mais tarde e simplesmente não as realizamos mais… Tenho percebido que, muitas vezes, a oportunidade desperdiçada nunca mais retorna e o "mais tarde" se transformou em "nunca mais".

Deus tem me feito enxergar algumas coisas, dentre elas que prioridade não pode ser ignorada, princípio não pode ser quebrado e que o relacionamento com Deus é essencial.

Por isso, se você tem o hábito de adiar muitas coisas, ainda é tempo de repensar e mudar sua atitude. O depois ou o amanhã poderá ser tarde demais. Experimente ouvir o que Deus tem para você nesse momento da sua vida.

O tempo oportuno atende pelo nome de hoje! E Deus nos convida a um relacionamento íntimo e profundo com Ele para que possamos aproveitar a vida abundante que prometeu aos que O obedecem.

Muito mais que isso, o Senhor nos convida para andar com Ele, deixá-lo ser Senhor da nossa vida e permanecer firmes hoje na esperança de aguardar a volta de Jesus.

Por isso, minha oração é para que Deus seja prioridade absoluta em cada um dos meus e dos seus dias. Isso fará toda diferença em nossas atitudes, decisões e nos manterá no caminho da Vida!

 

Denise Tomaz de Souza

Política: um assunto altamente espiritual e bíblico

justica eleitoral urna
Como defendido por Charles Colson e Nancy Pearcey em sua obra: "E agora, como viveremos?", a primeira grande comissão dada por Deus ao homem foi a de governar e fazer cultura. A de governo aparece no primeiro capítulo de Gênesis, onde a expressão "sujeitai-a" (v. 28), referindo-se à Terra, não quer dizer outra coisa, senão administrá-la, governá-la, tornar-se responsável por cuidar do lugar que seria a sua habitação. Uma espécie de mordomo sobre a terra criada. A que se refere à cultura, aparece no capítulo dois (vv. 19,20), quando Deus transfere a Adão a responsabilidade de dar nomes a todos os animais, tarefa que envolvia inteligência, capacidade e domínio de conhecimento.
 
Olhada sob essa perspectiva, a política nada mais é do que cumprir este propósito estabelecido por Deus logo no início da existência humana. Claro está que estamos falando de um tempo antes da Queda, que interferiu de forma nociva na forma como o homem, posteriormente, passou a exercer o governo. Mas ainda assim no pacto de Deus com Noé (Gênesis 9), após o dilúvio, estava também implícita a ideia de administrar ou governar. Em outras palavras, Deus não tinha como propósito a anarquia, a casa desarrumada e largada às traças, mas que ela fosse cuidada e bem administrada, embora, agora, houvesse a interferência direta dos efeitos do pecado nas maquinações humanas.
 
O mesmo princípio aparece em Romanos 13, onde Paulo aponta a autoridade como instituída por Deus para o bem da sociedade. Isso não é nada mais nada menos do que política. Digamos que o contexto não favorecesse nenhuma defesa nesse sentido pela simples razão de o Cristianismo ter começado a sofrer duras perseguições naquele período. Se fosse influenciado pelo ambiente, Paulo poderia usar subterfúgios para negar a autoridade como instituída por Deus, já que, de forma injusta, os cristãos sofriam pela má ação dos governantes de Roma. Mas ele não deixou de reconhecer que, como instituição, a autoridade era uma espécie de freio para o mal e para organizar a vida em comum.
 
O próprio Jesus, ao responder aos fariseus que lhe inquiriam sobre os impostos pagos pelos judeus a Roma, vaticinou a política de forma indireta como algo indispensável para a vida em sociedade. O seu primeiro ato foi lhes pedir uma moeda. Com isto demonstrou que havia um meio circulante para as transações comerciais determinado por algum poder. O seu segundo passo foi perguntar de quem era a esfíngie que aparecia do outro lado do valor de face. Era de César. Quis ele dizer que era sob essa autoridade que eles estavam vivendo. Por fim, parafraseando, concluiu: "Cumpram os seus deveres como cidadãos sob o domínio de Roma e não deixem também de cumprir os seus deveres para com Deus". Ou como na paráfrase de Eugene Peterson: "Deem a César o que lhe pertence e a Deus o que lhe é devido", Lucas 20.25.
 
Nestas poucas palavras procurei mostrar que não podemos olhar a política como algo essencialmente mau. Como a arte de governar, ela foi instituída pelo próprio Deus. O que a torna nociva é o mau uso que se faz dela decorrente da natureza caída do homem. Mas isso não nos pode levar a estigmatizá-la. Mesmo após a Queda, ela foi o instrumento para tentar pôr ordem na vida em comum, como vemos, inclusive, na própria legislação dada por Deus a Israel. Portanto, política é um assunto altamente espiritual e bíblico, que precisa ser tratado com coerência e seriedade para que formemos bons cidadãos para o mundo até que o Reino de Deus se manifeste em plenitude.