O Martírio de Policarpo – Pastor da Igreja em Esmirna

policarpoUm dos mártires mais conhecidos da quarta perseguição geral, feita pelo Imperador Marco Aurélio, foi Policarpo, pastor de Esmirna, que dizem a tradição, estudou com o Apóstolo João, considerado então o último elo da igreja apostólica no ano 156 D.C. Diante das perseguições aos cristãos, pelo império romano, Policarpo procurou se refugiar em sítios de vizinhos para continuar seu trabalho, mas os soldados romanos o descobrem. Antes de ser levado para a arena (o lugar onde os cristãos do império eram jogados, para serem devorados pelas feras), ele pede para orar, e ora por longas duas horas, o que faz com que os soldados apreciem o caráter do bom velho, chegando a pedir ao mesmo que simplesmente diga: “César é o senhor, e queime um incenso”, mas Policarpo recusou calmamente e foi então encaminhado até a arena diante da população romana que o empurrava chegando até o governador que interrogando o velho homem piedoso, com receio de entregá-lo as feras, diz: 

— Jure pela felicidade de César. Mude de ideia. Diga "Fora com os ateus!".

O governador obviamente queria que Policarpo salvasse a vida ao separar-se daqueles "ateus", os cristãos. Ele, porém, simplesmente olhou para a multidão zombadora, levantou a mão na direção deles e disse:
— Fora com os ateus!

O governador tentou outra vez:
— Faça o juramento e eu o libertarei. Amaldiçoe Cristo!

O pastor se manteve firme.
— Por 86 anos servi a Cristo, e ele nunca me fez qualquer mal. Como poderia blasfemar contra meu Rei, que me salvou? (Os 100 Acontecimentos mais importantes da história do Cristianismo, Curtis, Lang e Petersen)

Diante da recusa, nada mais podendo fazer o procônsul, mandou que viesse às feras, começando assim a história de um martírio prolongado. Policarpo deixa o governador mais irritado ainda, diante da intrepidez do mesmo e de sua alegria, em saber que iria partir para um lugar melhor e com esta situação, Policarpo é amarrado em uma estaca para ser queimado, tendo ele respondido: "Ameaçais-me com o fogo que arde por um momento, e depressa se apaga, mas nada sabeis da pena futura, e do fogo eterno reservado aos ímpios" (História do Cristianismo, Knight e Anglin). Ele então foi atado, contrariando o povo que queria pregá-lo na estaca, a lenha foi colocada em redor e ateado fogo, que segundo testemunhas, não consumiu Policarpo:

“Tendo em seguida recomendado a sua alma a Deus deu o sinal ao algoz, e este logo lançou fogo à palha. Mas, diz a tradição, os acontecimentos maravilhosos do dia ainda não tinham chegado ao seu fim. Por qualquer razão desconhecida, as chamas não tocaram no corpo de Policarpo, e os espectadores, vendo-se enganados, olhavam uns para os outros na maior admiração. Contudo, o ódio venceu a superstição, e pediram ao algoz que matasse a vítima a golpes de espada. Assim se fez, o golpe fatal foi imediatamente dado, e naquele momento de cruel martírio o fiel servo do Senhor entregou a alma a Deus, e ficou para sempre longe do alcance dos seus perseguidores” (O livro dos Mártires, John Fox).

E assim partia um homem, piedoso, perseverante, que não esmoreceu diante perseguições e das ameaças de morte, mas sabia que a certeza da sua Salvação o levaria para um lugar melhor. Se hoje nos sobreviesse perseguições semelhantes, quantos teriam a mesma certeza e o mesmo sentimento de Policarpo, eis a questão!


Pr. Hermes Castro

 

O Senhor dos senhores

escravo de CristoEm seu manto e em sua coxa está escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES  (Apocalipse 19:16).

No Novo Testamento, Jesus Cristo sempre é chamado de Senhor (kyrios, em grego). Em Apocalipse 19:16 Ele é o Senhor dos senhores. Kyrios é uma palavra sinônima de despotes, da qual deriva a palavra déspota. Em 2 Pedro 2:1 a palavra despotes é traduzida como Soberano Senhor.

A Bíblia deixa inequivocamente claro que Cristo é o Senhor dos salvos. Romanos 10:9 explica que para receber a salvação é preciso confessar "com a boca Jesus como Senhor". Quem faz isso, reconhece que Cristo é seu Senhor (kyrios).

Por isso, os cristãos não devem viver usando a liberdade por pretexto de malícia, mas viver "como servos de Deus" (1 Pedro 2:16). Traduzindo literalmente, doulos sempre significa escravo. Paulo falou: "Por preço fostes comprados; não vos torneis escravos de homens" (1 Coríntios 7:23). O salvo deve considerar-se "escravo (doulos) de Cristo" (v.22).

Kyrios e doulos são os dois lados de um mesmo relacionamento. Ser um doulos significa ter um senhor. Em sentido inverso, por definição, um kyrios era o dono dos escravos. Confessar a Jesus e chamá-lO de Senhor  significa reconhece-lO como Mestre e a nós mesmos como escravos Seus” (John MacArthur).

 

René Malgo

 

Escravo de Cristo (um convite) - John MacArthur:

 

 

 

Ajuntai tesouros no Céu

tesouroSe há um lugar onde, normalmente, nenhuma pessoa com um mínimo de tino comercial e bom senso para os negócios pensaria em colocar seus tesouros seria exatamente o Céu. Por quê? Porque talvez achem que o Céu é um lugar “só para religiosos carolas”; ou quiçá o considerem “um lugar chato e sem graça”; ou porventura pensem que é “uma completa perda de tempo”; ou por acaso tenham decidido que “o Céu pode esperar”.

Todavia, o conselho para “ajuntar tesouros no Céu” foi concedido gratuitamente pelo maior Conselheiro de investimentos eternos, o próprio Deus e Salvador Jesus Cristo, o único que veio do Céu e o conhece tão profundamente, a ponto de incentivar generosos investimentos ali. Mas como poderemos acumular tesouros no Céu?

Pensemos no que Jesus disse: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam” (Mt 6.19,20).

Para Jesus, estar focado apenas em ajuntar tesouros na terra traria suas preocupações correspondentes, sob o constante temor das perdas de capital por prejuízos financeiros (traça) ou decorrentes de surtos inflacionários (ferrugem), somado ao medo da ação nefasta de ladrões e corruptores. Jesus afirmou que, antes, devemos estar focados em ajuntar os nossos tesouros no Céu, e o disse pela seguinte razão: “Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6.21).

O foco deve estar no Céu, mas as ações devem ser feitas aqui na terra. Do contrário, seriam alienação social e escapismo religioso. Ajuntam-se tesouros no Céu quando as ações são o resultado da estrita obediência a Deus aqui na terra. Note-se que, quando Jesus proferiu essas palavras, estava no meio de Sua mais famosa pregação, conhecida como Sermão do Monte.

Ajuntar tesouros no Céu era o corolário que condensava toda a pertinência de Sua mensagem. Ele falava do exercício da justiça, não para obtenção do reconhecimento de homens, mas o de Deus, que daria a devida recompensa. Falou do exercício da misericórdia em ajudar os necessitados. Esclareceu que a espiritualidade que agrada a Deus é a de um coração sincero, não a do formalismo religioso. Ensinou a célebre oração do Pai Nosso, cuja essência é o cuidado de Deus por todos os aspectos da nossa vida. Indicou que o caráter é o maior patrimônio de uma pessoa, cujo valor decorre do que ela é realmente, não do que aparenta ser. E, por fim, orientou que não se deveria ficar preocupados com coisas ou sustento pessoal, antes, estabeleceu que se deveria buscar “em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.1-34).

Em suma, ajuntar tesouros no Céu tinha a ver com viver a plenitude da vida com os valores espirituais do próprio Céu, não com as vãs filosofias daqui da terra, por mais utilitárias que pudessem parecer.

Estranhamente, o Céu desperta em nós os sentimentos mais contraditórios, algumas vezes bizarros. Embora seja um lugar onde nunca estivemos, podemos sentir saudades de lá. Alguns pensam que no Céu, por ser um lugar de descanso, nada há para fazer. Há pessoas que pensam tanto no Céu que não conseguem se sair bem aqui na terra, alienados como se não vivessem neste mundo.

Precisamos, com efeito, estabelecer uma apropriada consciência a respeito do Céu, principalmente se quisermos acumular ali o nosso tesouro. Essa consciência levou o escritor cristão C. S. Lewis a escrever: “Se você estudar história verá que os cristãos que fizeram mais pelo mundo presente foram justamente aqueles que mais pensaram no mundo futuro. Os próprios apóstolos, assim como os grandes homens que construíram a Idade Média, os ingleses evangélicos que aboliram a escravatura, todos deixaram suas marcas na terra, precisamente porque suas mentes estavam ocupadas com o Céu. E foi desde que os cristãos deixaram de pensar no outro mundo que se tornaram tão ineficientes em fazer isso. Tenha o Céu como objetivo e você terá uma terra engrenada”.

Uma ação que resultará decerto em grandes tesouros no Céu é a nossa obediência à ordem de Jesus de pregar o evangelho a toda criatura e levá-las a conhecer o Evangelho da salvação de Deus (Mc 16.15). Quanto mais pessoas ajudarmos a levar para o Céu, mais tesouros ajuntaremos lá.

Charles H. Spurgeon, o príncipe dos pregadores ingleses do século XIX, escreveu: “Uma razão por que alguns santos sentirão o Céu mais completamente do que outros é que eles fizeram mais pelo Céu do que outros. Pela graça de Deus, eles foram capacitados a levarem mais almas para lá”.

Cada um de nós deve pensar nisto: quantos estarão no Céu por minha causa?

Todo o bem que fizermos em nome do Senhor resultará em tesouros ajuntados no Céu. Mas o maior bem de todos é levar outras pessoas ao conhecimento de Jesus como único Salvador. Essa é a melhor forma de se acumular tesouros no Céu.

Samuel Câmara

Apito final!

apito finalO futebol é um esporte amado por milhões. Ele desperta forte paixão e a mais acalorada devoção! Seja torcendo pelo time do coração ou vibrando com a seleção brasileira, o que queremos, ao final, é sempre comemorar a vitória.

Nossa vida também é como uma partida de futebol. Nela, dois times se enfrentam: bem e mal. Quer saibamos disso ou não, estamos envolvidos nessa partida decisiva, jogando dum lado ou do outro. Não há meio termo. Em geral, as pessoas sempre acham que estão jogando no time do bem, do lado de Deus (Provérbios 14:12).

Como podemos saber se estamos jogando do lado vitorioso, no time de Deus? A palavra de Deus, a Bíblia, mostra que todo ser humano vive pisando na bola e marcando gol contra, pois nascemos pecadores (Romanos 3:23). Isso quer dizer que o homem natural joga sempre do lado adversário, ou seja, do pecado (Efésios 2:3).

O grande lance do diabo é tentar nos convencer de que, mesmo sem o perdão dos pecados, nós fazemos parte do time de Deus. Essa jogada já está manjada! Todo homem é pecador e terá de enfrentar o juízo, a não ser que receba o perdão dos pecados de Deus.

Se termos de ser perdoados para sermos vencedores, como podemos, então, obter o perdão?
Por amor a nós, Deus entregou Seu Filho Jesus Cristo para morrer na cruz em nosso lugar, para nos trazer o pleno perdão dos pecados:

"Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores" (Romanos 5:8). "Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16).

A vitória é daquele que se arrepende dos pecados e, pela fé, entrega a vida a Cristo Jesus, o Filho de Deus:

"O que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é que vence o mundo? Somente aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus"(1 João 5.4,5).

Quando soa o apito final, com o nosso time à frente do placar, podemos cantar a vitória. É assim também em nossa vida. Quando Deus, o Juiz Eterno, apontar para o centro do gramado, e tivemos de enfrentar a morte, não teremos nada a temer, pois a Bíblia diz:

"A morte foi destruída pela vitória. Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão? Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Coríntios 15:54,55,57).

 

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Quem matou Jesus?

marteloEssa é uma pergunta que pode ser respondida de forma histórica ou espiritual e a resposta é sempre a mesma:

a) Historicamente, quem matou Jesus? Resposta: Os judeus tanto quanto os gentios. A Bíblia de Estudo de Genebra responde: “Os crentes entenderam corretamente que tanto judeus como gentios eram responsáveis pela crucificação de Jesus. Estes eram Herodes Antipas, que era o filho de Herodes, o Grande, e tetrarca (isto é, autoridade subordinada aos romanos) da Galiléia e Pereia (Lucas 3.1; 23.6-7) e Pôncio Pilatos, que foi procurador romano (governador) [...] de 26 a 36 d.C. (Lucas 3.1; 23.1-24). Os principais sacerdotes e anciãos persuadiram o povo a rejeitar Jesus e pedir por Barrabás (Mateus 27.20-26)".

O apóstolo Pedro e a igreja oraram: “porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel” (Atos 4.27).

b) Espiritualmente, quem matou Jesus? Resposta: Os judeus tanto quanto os gentios. Na cruz, Jesus levou sobre si os pecados de todos (tanto os judeus como os gentios). Há inúmeros relatos bíblicos sobre a morte de Jesus na cruz, pois essa foi a razão principal de Sua vinda à Terra. Em pelo menos três vezes, Jesus sentenciou claramente aos Seus discípulos que seria morto (Marcos 8.31; 9.31; 10.33-34).

Jesus nasceu para morrer. Na cruz, Jesus se fez o maior dos criminosos, sem nunca ter pecado. Na cruz, Jesus levou sobre si todos os pecados dos judeus e dos gentios. “Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há um justo, nem um sequer” (Romanos 3.9-10). “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Jesus“foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação” (Romanos 4.25). “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8). “E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Coríntios 5.15).

Irmãos, qualquer outra resposta a essa pergunta é puro bairrismo, racismo, facção e desconhecimento histórico e espiritual.

 

Dr. Samuel Costa
Fonte: Chamada (texto parcial)